Pesquisar neste blog

domingo, 28 de fevereiro de 2010

A mulher que tinha fluxo de sangue
Texto base: Marcos 5.25-34
Mensagem ministrada em 28/02/2010 - Jd Liberdade - Maringá - PR


INTRODUÇÃO

Mulheres com hemorragias semelhantes à esta eram consideradas imundas pelos judeus. Pessoas imundas ficavam separadas dos cultos dos judeus, nas sinagogas. Essa doença era motivo de divorcio. Se fosse casada antes da doença, não há dúvida que teria sido divorciada do marido.

Em Lev. 15.25-29 lemos:

“Também a mulher, quando manar o fluxo do seu sangue, por muitos dias fora do tempo da sua separação ou quando tiver fluxo de sangue por mais tempo do que a sua separação, todos os dias do fluxo da sua imundícia será imunda, como nos dias da sua separação.

Toda cama sobre que se deitar todos os dias do seu fluxo ser-lhe-á como a cama da sua separação; e toda coisa sobre que se assentar será imunda, conforme a imundícia da sua separação. E qualquer que as tocar será imundo; portanto, labvará as suas vestes, e se banhará com água, e será imundo até à tarde.

Porém, quando for limpa do seu fluxo, então, se contarão sete dias, e depois será limpa. E, ao oitavo dia, tomará duas rolas ou dois pombinhos e mostrará ao sacerdote, à porta da tenda da congregação.”

Analisando o versículo vinte e sete do texto em apreço aprendemos algumas lições valiosas que levaram esta mulher à obter a cura de sua enfermidade.

I. ELA OUVIU FALAR DE JESUS (V. 27)

Esta história somente foi possível de acontecer, porque esta mulher OUVIU falar de JESUS! Quantas histórias maravilhosas têm ocorrido em toda a história nas vidas de pessoas que ouviram falar de Jesus!

a) Ela já havia tentado todos de todos os meios e formas para receber a cura; O versículo 26 diz que, nos últimos doze anos, ela passara por muitos médicos e havia despendido muito dinheiro, mas a doença somente piorava;

b) Mas um dia alguém falou de Jesus para ela!

Rom. 10.17 “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus”

II. VEIO ATÉ JESUS (V. 27)

Após ouvir falar sobre o Messias, ela então entende que deve tomar a iniciativa e ir até Jesus. Contudo, nem sempre é fácil chegar até Jesus. Às vezes temos de enfrentar alguns desafios:

1. Desafio pessoal - Ela veio por traz de Jesus, devido à vergonha, insegurança e medo.

2. Desafio social - Há doze anos ela estava separada da sociedade;

3. Desafio espiritual – Frustração com Deus, por estar vivendo tamanha maldição.

III. TOCOU EM JESUS (V. 27)

Ela sabia que uma mulher, nessas condições, se tocasse em um homem, seria considerada criminosa pelos judeus, porquanto lhe transmitiria sua imundícia, obrigando-o a lavar-se totalmente, como também suas roupas e a ficar apartado do povo até o fim do dia.

a) Ela não queria ser percebida;

O propósito dela era tocar em Jesus sem o mesmo perceber. Teve muito medo de sua reação e das rígidas punições judaicas. Quantos de nós queremos tocar Jesus sem sermos “percebidos”?

1. Apenas receber a BÊNÇÃO, com meda do que os outros vão dizer de mim;

2. Apenas receber a BÊNÇÃO e não ter compromisso com o Deus da bênção;


b) Contudo em uma atitude de fé, ela toca em Jesus

Ela acreditava que, mesmo sem Jesus notá-la, ela receberia a cura divina.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

A IGREJA E SUA MISSÃO

Texto base: Efésios 3.10 “para que, agora, pela Igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus”

O VOCÁBULO GREGO “EKKLESIA” – aparece 115 vezes no NT e significa os chamados para fora

a) Grupo distinto e selecionado, chamado para fora;

b) Grego clássico

1. Assembléia Legislativa

2. Em Atenas era eleita pelos cidadãos;

c) Ekklesia poderia ser legislativa, política, social ou religiosa;

d) A “congregação” considerada como a totalidade dos crentes que vivem em determinado lugar (Mt 18.17; At 5.11)

e) É utilizada para indicar a “igreja cristã”, um culto cristão, mas nunca o edifício das reuniões ou templo (1 Cor 11.18; 14.4,9,28,35).

A IGREJA UNIVERSAL

a. Composta de todos os crentes de todos os tempos, e de todos os lugares, os quais aceitam a Cristo como cabeça;

b. Organismo espiritual que tem Cristo como cabeça;

c. O Espírito Santo promove a união mística de Cristo com sua Igreja;

d. Transcende denominações evangélicas (Mt 16.18, At 9.31, I Co 6.4, Ef 1.22; 3.10, 21; 5.23ss; Col 1.18,24; Fil. 3.6 e 1 Tim. 5.16)

e. Quando está em foco a Igreja Universal são utilizadas expressões como “A igreja de Deus” ou a “Igreja de Cristo” (1 Cor. 1.2; 10.32; 11.16,22; II Cor. 1.1; Gal. 1.13; Rm 16.16 e 1 Tes. 1.1)

f. Outras expressões – “Igreja dos Santos” (1 Cor 14.33), “Igreja dos Primogênitos” (Hb 12.23);



“.... para que, pela Igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida...”

A palavra multiforme se deriva do termo grego “polupoikilos”, em forma adjetivada encontrada somente aqui em todo o NT, cujo significado é “variegado”, “multilateral”, usado para indicar quadros, flores e vestimentas de várias cores.



Este vocábulo pinta a sabedoria divina como algo que tem muitíssimas facetas, dotado de enorme variedade, com os mais variados modelos de manifestação e expressão, por ser algo que é digno de ser contemplado, devido as suas excelentes variações e realizações.



“Antes da encarnação de nosso Salvador, os poderes celestiais conheciam a sabedoria de Deus como algo simples e uniforme, que efetuava maravilhas de modo consoante com a natureza de cada coisa. Nada havia de poikilon. Mas, ag¬¬ora, no que diz respeito à igreja e à raça humana, a sabedoria de Deus não é mais conhecida como algo uniforme e, sim, como algo multiforme, produzindo contrários por meio de contrários, mediante a morte, a vida, a desonra, a glória, o pecado e a retidão; mediante a maldição e a bênção; mediante a fraqueza e o poder. O invisível se manifestou em carne. Veio para remir cativos, sendo ele mesmo o adquiridor, e sendo ele mesmos o preço.” Gregório de Nissa.



SEU FUNDADOR

Segundo Mateus, o único evangelho que empresa a palavra “igreja”, vemos que sua origem remonta ao próprio Jesus Cristo (Mt. 16.18). Segundo alguns intérpretes da Bíblia, Jesus é o fundador da igreja. Porém é mais certo dizer que ele é o fundamento do que o fundador.



SEU INÍCIO

Num certo sentido, a igreja teve seu nascimento quando o Senhor Jesus chamou seus primeiros discípulos, os homens se convertiam pela pregação de Cristo e começaram a segui-lo, e a congregarem em torno de Cristo (Ef. 1.10).

Porém se diz comumente que o início da igreja se deu no dia de pentecostes no fim da primavera do ano 30, cinqüenta dias após a ressurreição do Senhor Jesus e dez dias após a sua ascensão ao céu.


SUA MISSÃO

1. Constituir um lugar de habitação para Deus (Efésios 2.20-22)

2. Dar testemunho da verdade (1 Tim. 3.15)

3. Mostrar a multiforme sabedoria de Deus (Ef. 3.10)

4. Dar eterna Glória a Deus (Ef. 3.20-21) – Glória aqui não é só gritar, é “virtus” (virtude, poder)

5. Edificar seus membros (Ef. 4.11-13)

6. Disciplinar seus membros (Mat. 18.15-17);

7. Evangelizar o mundo (Mat. 28.18-20) – mais sua natureza que sua missão!

Nossa igreja existe para agir no poder do Espírito Santo, para resgatar vidas, introduzi-las na família de Deus, motivá-las à maturidade com Cristo em todas as dimensões do ser humano, desafiá-las a encontrar seus dons e, para honrarem a Deus com suas vidas.

Mensagem ministrada culto de ensino Assembléia de Deus Jd Liberdade, em 16/02/2010

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

O sabor da vida cristã

Após os cultos em minha igreja, sempre permanecem em frente ao templo dezenas de jovens, que aproveitam este momento para conversarem, rever os amigos e, enfim, jogar alguma “conversa fora”. Em certa ocasião, após um culto abençoado, novamente estávamos reunidos. Conversa vai, conversa vem, até o momento em que começamos a falar sobre “alimentos prediletos”. Alguns jovens foram apressados em dar suas opiniões, enquanto outros discordavam e diziam sobre o que gostavam de comer. Antes de um dos rapazes concluir sua exposição sobre o assunto, uma moça, interrompendo-o e, ao mesmo tempo, chamando a atenção de todo o grupo, disse em alto e bom som: “eu detesto jiló”! Não foi necessário maiores argumentações para que, grande parte dos jovens, ficassem a seu favor. Com o intuito de apenas polemizar este simples bate-papo, perguntei a ela se já havia, alguma vez, saboreado um jiló. Para a minha surpresa e espanto, ela respondeu que nunca tinha experimentado este fruto, nem ao menos uma única vez, levando todos os demais que compunham o grupo a boas gargalhadas.


Pode alguém detestar algo que nunca saboreou? Sim, o fato acima nos mostra que é possível, mas é algo, no mínimo curioso. Conheci pessoas que diziam repugnar computadores, todavia, nunca tinham tentado aprender a utilizar algum. Existem coisas em nossa vida que não é preciso experimentarmos para saber o seu gosto, como é o caso do pecado. Não é necessário tornar-me um pecador para ter certeza que o pecado é ruim. Contudo, para que eu possa dizer com propriedade se gosto ou não gosto de alguma coisa, devo antes sentir o seu sabor.

Jesus, em seus diversos ensinamentos, sempre procurou mostrar aos seus ouvintes que a vida cristã possui um propósito, um objetivo, enfim um sabor. Ao declarar sua missão entre os homens disse: “A intenção do ladrão é roubar, matar e destruir. Minha intenção é dar vida eterna – vida completa” (João 10.10 - Bíblia Viva). Como posso declarar-me um cristão se ainda não saboreei esta maravilhosa vida? Entender e receber esta vida completa que Cristo disse trazer, é encontrar o verdadeiro sabor do cristianismo.

Vida completa significa saber mandamentos

Certa ocasião, quando estava caminhando pelos territórios da Judéia, após ministrar sobre o divórcio e abençoar algumas crianças, Jesus é interpelado por um homem que cai aos seus pés ajoelhado. Ofegando pela fadiga que sua corrida ao encontro do Mestre causara, questionou em breves palavras: “Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?”.

Este homem, a quem o título do capítulo chama de “jovem rico”, estava a observar de longe todos os passos de Jesus naquele lugar. Pôde ouvir quando o Mestre contou a parábola do juiz iníquo que certamente lhe fez pensar sobre a justiça Divina . Quando Jesus falou a parábola do fariseu e do cobrador de impostos este nobre homem refletiu sobre sua própria vida e a confiança demasiada que tinha em si mesmo (veja Lucas 18) . Após várias ministrações, o Messias chama algumas crianças para perto de si e diz que a estes pertencia o reino de Deus. Quando este homem ouviu isto, não resistiu, foi a gota d´água: “Como pode o reino de Deus pertencer a uma criança? Como posso eu, mesmo tendo guardado desde minha juventude os mandamentos do Senhor, ainda sentir um vazio interior? Não bebo, não fumo, sou dizimista, contribuo com ofertas, ajudo na obra de Deus, faço isto, faço aquilo e aquilo outro. Porque não tenho certeza da minha salvação?”.

Muitos cristãos hoje, em semelhança a este homem rico, vivem uma vida de frustração e derrota. Confiam demasiadamente em si mesmos e em seus bens, achando que a multidão de atividades boas que realizam os levarão para o céu. Enganam-se pensando que são salvos, mas no fundo carregam a mesma dúvida que este homem possuía: “como posso fazer para herdar a vida eterna?”.



É interessante como os evangelistas Marcos e Lucas narram a resposta de Jesus ao jovem rico: “Sabes os mandamentos” (Ver Lucas 18.20 e Marcos 10.19). O vocábulo saber possui um significado bem mais amplo que o vocábulo guardar utilizado por Mateus (Ver Mateus 19.17). Além de compreensão, conhecimento ou entendimento, saber tem o sentido de sabor, isto é, alguém só sabe algo a partir do momento que descobriu, vivenciou, provou e saboreou verdadeiramente, o significado deste algo.

Os meus onze anos de estudos, fundamental e médio, geraram em mim um verdadeiro asco pela disciplina História. Detestava ter de guardar datas e eventos e desaprovava a multidão de resumos que tinha que fazer daquelas maçantes aulas noturnas. Quando decidi entrar em uma faculdade, matriculei-me em um cursinho e, por incrível que pareça, decidi inscrever-me no curso de História. O que aconteceu foi simples, antes eu não sabia História, porque saber História supõe ter saboreado esta disciplina. O que eu fiz em minha primeira década de estudos foi apenas decorar algumas datas e fazer resumos. No curso pré-vestibular eu aprendi história, esta foi a diferença!

Jesus deseja que você saboreie uma nova vida, uma vida abundante, uma vida com objetivos, enfim, uma vida completa! Aprendizado, no mundo espiritual, é sinônimo de sabedoria. Jesus, em momento algum, queria saber se aquele homem rico conhecia, lembrava ou praticava os mandamentos. Jesus perguntou se ele já havia saboreado os mandamentos, isto é, o Mestre queria saber quais eram as motivações internas que o levavam a não matar, não adulterar, não furtar entre outros tantos mandamentos.

Vamos refletir sobre nossa vida espiritual: será que não somos um bando de “jovens ricos” em busca do caminho da salvação? Será que ainda achamos que o que temos é maior do que quem somos? Quando Jesus foi ensinar sobre o cuidado que devemos ter com os falsos profetas, deixou-nos um valioso ensinamento: “Não é toda pessoa que me chama de ‘Senhor, Senhor’ que entrará no Reino do Céu, mas somente quem faz a vontade do meu Pai, que está no céu. Quando aquele Dia chegar, muitos vão me dizer: ‘Senhor, Senhor, pelo poder do seu nome anunciamos a mensagem de Deus e pelo seu nome expulsamos demônios e fizemos muitos milagres!’ Então eu direi claramente a eles: ‘Eu nunca conheci vocês!’ (Mateus 7.21-23 – Bíblia na Linguagem de Hoje).

Para que sintamos o verdadeiro sabor da vida cristã é necessário entendermos que Jesus procura homens e mulheres dispostos conhecê-lo. A palavra conhecer utilizada por Jesus neste versículo, significa ter um relacionamento íntimo com o Senhor. Ele não quer apenas pessoas que trabalhem em nome dEle, mas vivam por Ele e para Ele. Não quer cristãos que levam uma vida cristã fraca e superficial, mas crentes que O conheçam, que buscam a Sua face continuamente, que colocam Deus como prioridade em suas vidas.

Foi justamente esta a missão que Cristo empreendeu aqui na terra: “Não pensem que eu vim para acabar com a Lei de Moisés ou com os ensinamentos dos Profetas. Não vim para acabar com eles, mas para dar o seu sentido completo” (Mateus 5.17 – BLH, meu grifo). Jesus veio para nos ensinar o verdadeiro sentido dos mandamentos Divinos. Veio para nos mostrar que a vida cristã não é insípida, mas que possui um sabor, e este sabor é resultado de um processo interno e nunca de um processo externo.

O caminho para encontrar esta vida completa vai de dentro para fora e jamais ao contrário. Quando tentamos com nossas próprias forças realizar aquilo que Jesus disse que deveríamos fazer, teremos uma vida deficiente, isto é, de fora para dentro. Contudo, quando dobramos nossos joelhos diante de Cristo, confessando nossos pecados, consagrando nossas vidas e deixando que Jesus nos domine e nos controle, encontramos a verdadeira vida. Aquela vida que pode ser saboreada, que sai de dentro para fora: “quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” (João 7.38).

Vamos colocar um ponto final ao mero ritualismo frio e sem vida, como aquele que o jovem rico levava ao guardar superficialmente, de fora para dentro, os mandamentos do Senhor. Vamos dizer um “basta” para uma vida crista medíocre e insípida. Comece agora mesmo a sentir o delicioso sabor da vida cristã

O desejo do rei

Há cerca de 3 mil anos, na região da Palestina, em meio às colinas da Judéia, um músico segura seu pequeno instrumento e começa dedilhá-lo. O som provocado pelo leve e compassado toque de seus dedos, produz uma melodia suave. Em seguida, o "homem segundo o coração de Deus" levanta sua cabeça aos céus e começa a entoar louvores ao Senhor.

O rei então, ainda tocando sua harpa, fecha os seus olhos, abre o seu coração e exprimindo o seu verdadeiro desejo diz: "Uma coisa pedi ao Senhor e a buscarei: que eu possa morar na Casa o Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do Senhor e aprender no seu templo".

Nos nossos dias, muitos são aqueles que desejam encontrar a presença de Deus. Contudo, buscam-na de maneiras e em lugares que nunca a encontrarão. O salmo vinte e sete, por sua vez, é uma verdadeira expressão do anelo do rei Davi pela presença do altíssimo e muito nos ensina sobre como buscá-la e conseguí-la.

No quarto versículo, Davi diz que seu desejo é estar na casa de Deus em todos os momentos da sua vida. E, no mesmo verso ele apresenta os propósitos pelos quais ele tem este ardente desejo: "para contemplar a sua formosura e aprender no seu templo".

Entendemos assim, que o salmista queria crescer em demanda de Deus, pois os vocábulos contemplar e aprender tem o sentido, nesta passagem, de conhecer mais da perfeição e do poder de Deus, descobrindo o Seu plano e propósitos. Davi queria crescer, e sabia que só poderia fazê-lo na Casa de Deus e através de sua Palavra.

Você quer ser cheio da presença de Deus, e fazer a diferença neste mundo em que vivemos? Então faça como desejou o rei Davi, cresça na graça e no conhecimento. Além de freqüentar os cultos nos finais de semana, seja um aluno da Escola Bíblica Dominical e um participe assiduamente dos cultos de ensino da Palavra de Deus. Você terá, com toda certeza, uma vida de vitória!

Eu quero me libertar!

Apesar de estar envolvido profissionalmente, nos últimos quatorze anos, com a tecnologia, acabo sempre me surpreendendo com algumas ferramentas do mundo da informação. Uma delas, muito conhecida pelos internautas chama-se YOUTUBE (www.youtube.com). Trata-se de um portal de compartilhamento e relacionamento através de vídeos criados e postados gratuitamente por qualquer pessoa do mundo que tenha um PC com acesso à internet. É difícil (acredite, muito difícil mesmo!) você pesquisar alguma coisa no YOUTUBE e não encontrar. Pode ser qualquer coisa, desde aquela sua canção preferida, aulas de eletrônica ou de inglês, uma luta de boxe histórica, filmes ou qualquer outra coisa que vier em sua mente. Você digita e encontra centenas de vídeos sobre o tema.

Enquanto fazia minhas pesquisas na semana passada, encontrei um vídeo de uma banda inglesa formada em 1970, mundialmente conhecida até os dias de hoje, denominada “QUEEN”. Neste vídeo, vi uma fantástica performance musical de seu ex-líder, Freddie Mercury. Diante de uma platéia de mais de 80 mil pessoas em 1985, no estádio de Wembley, em Londres, Freddie brincava alternando com sua voz entre quatro oitavas musicais, deixando a platéia extasiada e fazendo história, confirmando ser um dos maiores cantores que o mundo já concebeu.

Freddie possuía um talento incomparável que lhe rendeu uma carreira de sucesso, tornando-o um superstar multimilionário. Caminhava entre o pop, rock, opera, ente outros gêneros. Além de cantor, era compositor, guitarrista e pianista. Contudo, Freddie possuía uma vida solitária, amarga e sem sentido. Ele mesmo declarou em sua última entrevista que sofria da mais terrível forma de solidão, podia comprar tudo no mundo menos o que mais desejava: uma relação amorosa estável. Freddie Mercury morreu em 24 novembro de 1991 com 45 anos de idade em sua mansão de 9 milhões de dólares, há exatos 17 anos, vitima de sua vida de pecado e depravação homossexual, da qual contraiu o vírus da HIV. Além de milhares de fãs em todo o mundo, com mais de 100 milhões de discos vendidos, Freddie deixou uma fortuna de quase 50 milhões de dólares!

Esta história faz-nos refletir um pouco sobre a nossa vida e leva-nos a tomar algumas decisões importantes sobre nossas prioridades.

No livro de Marcos, no capítulo oito e versículos 36 e 37, Jesus declarou “Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma? Ou, que daria o homem pelo resgate da sua alma?”

Embora em um corpo mortal, o homem é na realidade um espírito imortal. Embora por algum tempo possamos ficar imersos no que é material, a nossa vida deve ser espiritual.

A verdadeira vida é muito mais do que a mera sobrevivência da morte física, consiste em nos tornarmos o que Cristo é e, naturalmente, possuir o que ele possui. Isso significa que a verdadeira vida consiste em participar da própria vida de Deus (ver II Pedro 1.4)!

DOR, DELEITE E MISSÕES

É curioso saber que não encontramos nenhuma outra referência à Naim, uma pequena Aldeia próxima de Nazaré, em qualquer outra porção do texto Sagrado, exceto é claro, no capítulo sete do evangelho segundo escreveu Lucas.

Naim, apesar de significar “beleza” e “deleite”, deixou registrada uma das mais aterrorizantes situações pela qual um ser humano pode passar. Difícil entendermos hoje a dor de uma mulher viúva sepultando seu único filho. Difícil entendermos hoje que ela estava sepultando o que lhe restara de esperança, o que a vida tinha lhe deixado como oportunidade para um recomeço. Difícil entendermos hoje que esta mulher estava fadada à mendicância ou à prostituição – únicas opções em um período da história na qual o sexo feminino não tinha nenhum espaço no mercado, na sociedade ou na religião. A terra da beleza está em verdadeiro pranto. A terra do deleite estava em completa dor.

Contudo Jesus, o maior missionário de todos os tempos, compadeceu-se dela. O texto diz que Jesus viu a mulher, moveu-se de íntima compaixão, e disse: “Não chores”! Ele sentiu em si próprio as pesadas dores daquela pobre viúva.

Jesus não almejava aqui aumentar sua popularidade mostrando para os expectadores o quanto Ele era poderoso, muito menos ajudar aquela mulher com o objetivo de receber algo em troca ou “ganhá-la” para seu credo ou denominação. Não, Jesus não era mais um destes tais apóstolos de nossos dias, destes que aparecem muito na mídia e que pregam sermões populistas e fantásticos. Ao contrário, o original remete-se às dores das entranhas do Salvador ao ver o mais profundo símbolo de opróbrio pelo qual passara aquela mulher.

Jesus a vê. JESUS A AMA! O funeral para. Interrompe-se o velório. Cessam-se os prantos. Acabam-se às dores. Simplesmente porque alguém colocou o amor em prática.

Caso eu tivesse de encerrar o significado de Missões em uma só palavra, sem dúvida seria AMOR. Não um amor raro, que aparece somente quando nos emocionamos nas manhãs missionárias. Mas aquele amor de João 13.35, no qual o próprio Jesus diz ser a única característica daqueles verdadeiramente salvos, capaz de nos diferenciar dos ímpios e garantia de que somos verdadeiramente cristãos!