É curioso saber que não encontramos nenhuma outra referência à Naim, uma pequena Aldeia próxima de Nazaré, em qualquer outra porção do texto Sagrado, exceto é claro, no capítulo sete do evangelho segundo escreveu Lucas.
Naim, apesar de significar “beleza” e “deleite”, deixou registrada uma das mais aterrorizantes situações pela qual um ser humano pode passar. Difícil entendermos hoje a dor de uma mulher viúva sepultando seu único filho. Difícil entendermos hoje que ela estava sepultando o que lhe restara de esperança, o que a vida tinha lhe deixado como oportunidade para um recomeço. Difícil entendermos hoje que esta mulher estava fadada à mendicância ou à prostituição – únicas opções em um período da história na qual o sexo feminino não tinha nenhum espaço no mercado, na sociedade ou na religião. A terra da beleza está em verdadeiro pranto. A terra do deleite estava em completa dor.
Contudo Jesus, o maior missionário de todos os tempos, compadeceu-se dela. O texto diz que Jesus viu a mulher, moveu-se de íntima compaixão, e disse: “Não chores”! Ele sentiu em si próprio as pesadas dores daquela pobre viúva.
Jesus não almejava aqui aumentar sua popularidade mostrando para os expectadores o quanto Ele era poderoso, muito menos ajudar aquela mulher com o objetivo de receber algo em troca ou “ganhá-la” para seu credo ou denominação. Não, Jesus não era mais um destes tais apóstolos de nossos dias, destes que aparecem muito na mídia e que pregam sermões populistas e fantásticos. Ao contrário, o original remete-se às dores das entranhas do Salvador ao ver o mais profundo símbolo de opróbrio pelo qual passara aquela mulher.
Jesus a vê. JESUS A AMA! O funeral para. Interrompe-se o velório. Cessam-se os prantos. Acabam-se às dores. Simplesmente porque alguém colocou o amor em prática.
Caso eu tivesse de encerrar o significado de Missões em uma só palavra, sem dúvida seria AMOR. Não um amor raro, que aparece somente quando nos emocionamos nas manhãs missionárias. Mas aquele amor de João 13.35, no qual o próprio Jesus diz ser a única característica daqueles verdadeiramente salvos, capaz de nos diferenciar dos ímpios e garantia de que somos verdadeiramente cristãos!

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